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Campos de Trabalho

Região Acre e Sul do Amazonas

Equipe

Assessora
Ana Patrícia Chaves Ferreira
(Pedagoga e Linguista)

E-mail
patiraferreira@gmail.com

Povos

O foco de ação do COMIN no Acre e sul do Amazonas é com os povos Apurinã, Huni Kui e Jamamadi Deni. O COMIN atua nos municípios de Rio Branco (AC) e Boca do Acre e Pauini (AM)

O povo Apurinã pertence à família linguística Aruak, do tropo Maipuri, e vive nos estados do Acre e Amazonas. Sua história de contato foi extremamente violenta e se deu durante o ciclo da borracha. Neste período, final do século XIX até 1945, muitas e muitos Apurinã foram escravizadas e escravizados e suas terras invadidas. O povo Apurinã se autodenomina pupỹkary (homem) ou pupỹkaro (mulher) e está dividido em dois clãs: Xuapurunery e Metumanety. Vive basicamente de uma agricultura de subsistência

O povo Huni Kui pertence à família linguística Pano, do tropo Hatxa Kuĩ, e vive no estado do Acre e no Peru. Sua história de contato é semelhante ao dos povos Apurinã e Jamamadi, pois também foram escravizadas e escravizados, suas terras invadidas e tomadas, e muitas comunidades sofrem para poder demarcá-las. Uma característica marcante desse povo é o canto e da dança.

O povo Jamamadi pertence à família linguística Awara, do tropo Deni, e vive no estado do Amazonas. Também sofreu com o contato das pessoas não indígenas e foi escravizado durante o ciclo da borracha. Está dividido em quatro clãs: Tamakuri-Deni, Bucure-Deni, Maucuvi-Deni, Anupiva-Deni. É caracterizado como um povo coletor e seminômade em seu próprio território e vive de uma agricultura de subsistência.

Áreas de Atuação

As ações junto ao povo Apurinã visam a revitalização da cultura e da identidade indígenas, entendidas como condições sine qua non para que as comunidades possam desenvolver resposta e resiliência frente às crescentes pressões e influências externas. O COMIN tem contribuído com o povo Apurinã com ações pautadas na educação, saúde e etno-sustentabilidade, enfatizando de forma mais específica o campo das políticas linguísticas e educacionais. Isso ocorre a partir da qualificação do ensino da sua língua materna – o que é um desejo das próprias pessoas indígenas –, com enfoque na preparação pedagógica das professoras e dos professores atuantes nas escolas indígenas, através de oficinas linguístico-pedagógicas anuais, o que possibilita que indígenas que não falam a língua Apurinã, principalmente as professores e os professores, sejam alfabetizadas e alfabetizados na língua materna e aquelas e aqueles que sejam falantes da língua tenham domínio sobre a escrita e gramática da mesma.

Outra atuação do COMIN é na promoção do protagonismo cultural e comunitário das mulheres Apurinã, através da realização de oficinas de cerâmica e cestaria – esta última envolvendo também homens –, o que fortalece a autoestima e liderança, além de ser uma fonte complementar de renda para a família. Há enfoque ainda na revitalização das festas tradicionais Kyynyry do povo Apurinã, assim como da casa tradicional Apurinã Ayko. O estudo e uso da língua e a consequente revitalização das tradições Apurinã também são formas de fortalecer as práticas culturais de antepassados desse povo entre as pessoas mais jovens.

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