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Aprendendo de forma lúdica e interdisciplinar: discentes criam jogo de dominó das consoantes em Kaingang
13/06/2019 - Informes

As crianças indígenas têm como características gostarem muito de brincar, observar e descobrir. Por isso, os jogos são objetos importantes no processo de sua alfabetização. No entanto, nem todas as escolas indígenas possuem ferramentas para uma aprendizagem lúdica. Com o objeto de criar uma alternativa de metodologia de ensino que fosse lúdica e de fácil execução para o nível de alfabetização escolar, a professora Jacqueline Celeste Pick e o professor Mauro Cipriano, a partir da abordagem dos conteúdos trabalhados na disciplina de Ciências e da língua Kaingang, organizaram um jogo de dominó das consoantes em Kaingang.

O trabalho foi organizado e elaborado a partir de uma atividade conjunta entre as professoras e os professores dos componentes curriculares de Método e Metodologia de Pesquisa das Ciências da Natureza e Método e Metodologia de Pesquisa da Educação Kaingang do Ensino Médio Curso Normal Kaingang e Ensino Médio Curso Normal Kaingang – Aproveitamento de Estudos, do Instituto Estadual de Educação Indígena Ângelo Manhká Miguel, localizado na Terra Indígena Inhacorá, em São Valério do Sul (RS).

O jogo educativo didático-pedagógico funciona como uma alternativa de ensino. Sua proposta didática é levar as Ciências e a língua Kaingang para o dia a dia das alunas e dos alunos em sala de aula, permitindo e facilitando a interdisciplinaridade, ao mesmo tempo em que contempla a ludicidade. Jacqueline e Mauro afirmam que uma “uma das maneiras de despertar os alunos para a aprendizagem é tornar o ensino prazeroso e atrativo. A realização de jogos educativos pode contribuir para tal satisfação e, assim, o aprendizado acontece com efetividade”. Além disso, as atividades lúdicas deixam as alunas mais curiosas e os alunos mais curiosos, o que serve como estímulo à observação e ao encontro de soluções e, consequentemente, ao desenvolvimento do raciocínio e auxílio na fixação e sistematização do conteúdo. Por isso, a professora e o professor consideram o jogo, enquanto material de apoio pedagógico, uma inovação e uma novidade na escola indígena.