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Caderno e banners da Semana dos Povos Indígenas 2017
04/07/2017 - Campos de trabalho

Uma das atividades que o COMIN/IECLB vem realizando desde os anos 1970 é a divulgação dos direitos e da cultura indígena, através de folhetos anuais para as comunidades da Igreja, para escolas da rede pública e privada e para povos indígenas. Em 1992, por ocasião da memória dos 500 anos da invasão da América, os folhetos foram substituídos por um material mais elaborado, contendo um livro e um cartaz.

A cada ano se aborda a vida, a cultura, as ciências e as lutas de um povo indígena diferente. Como foi muito bem avaliado e aceito pelo público, instituiu-se um cadastro, com o nome das escolas, comunidades e pessoas que solicitam o material. Hoje estamos com, aproximadamente, quatro mil endereços, sendo que sua edição gira em torno de 40 a 50 mil exemplares. Atualmente, o caderno também está disponível no site do COMIN. Além disso, são feitos jogos de banners com fotos da vida do povo apresentado no caderno, expostos em museus, universidades, escolas, secretarias de educação, comunidades e outros espaços.

Abaixo seguem alguns depoimentos colhidos pela assessora de projetos do COMIN, Noeli Terezinha Falcade, sobre o material de 2017, intitulado "Sobre crianças indígenas". Estes depoimentos foram feitos por estudantes do 5º semestre do curso de Psicologia do SETREM (Sociedade Educacional Três de Maio) – Três de Maio/RS, a partir do componente curricular Psicologia Social I, ministrado pela professora Fernanda Furini:

a) “Tanto o livro, quanto os banners nos trouxeram a visão de uma realidade desconhecida por muitos de nós. Cada página do folheto nos mostra um povo, uma cultura, que vem sendo construída geração a geração. Por trás de cada olhar dessas crianças que vemos nas fotos, percebemos uma realidade de vida muito diferente da que nós estamos acostumados e sentimos a importância de conhecermos e termos contato com todas essas realidades”.

b) “Como futuros psicólogos, necessitamos ter esse olhar para todas as formas subjetivas e culturais a qual tenhamos acesso, pois é sempre muito rica a história que nos é trazida através destes. Com toda a certeza, todo este material nos auxilia na nossa construção, não somente como futuros profissionais, mas também, como melhores seres humanos”.

c) “Sobre os livros e os banners, achei muito interessante a escrita e as fotos. Nos transmitem uma história de um passado e de um presente que, por vezes, é deixado de lado. Muito bom saber que existem pessoas que se dedicam a essa história. Parabéns para todos os envolvidos”.

d) “Gostaria de agradecer pela contribuição dos banners e livrinhos, foi de grande valia, creio que todos aprimoramos conhecimentos sobre uma área infelizmente distante de alguns olhos da sociedade. Pude construir uma ponte mais próxima dessa realidade, que me instigou a pensar em futuras possibilidades nesse contexto. Muito obrigada”.

e) “O material gráfico (banners, livreto) sobre os povos indígenas nos faz refletir sobre vários aspectos. Além da cultura, a diversidade e o respeito pela forma com que eles se expressam, se relacionam e vivem, nos remetem a pensar as nossas origens. Ao fazermos essa conexão, conseguimos partir do princípio de que todos somos seres humanos, interligados inclusive por características que nos unem e nos diferenciam ao mesmo tempo. O encontro disso: expondo a realidade deles e ao mesmo tempo remetendo-nos a nossa”.

f) “Vejo que a ideia do livrinho foi certeira na questão de mostrar a todos uma cultura ainda cercada de preconceitos e dúvidas... e ele vem bem ao encontro de mostrar a todos as belezas existentes nessa cultura e de uma maneira fácil e dinâmica, mostra que todas as culturas, por diferentes que pareçam ser, sempre tem algo a acrescentar para toda a sociedade. Lembrando que o preconceito só é desconstruído com o conhecimento...”.