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O caminho da Páscoa
02/04/2015 - Institucional

Durante a Semana Santa, a equipe de assessores e assessoras do COMIN esteve reunida para discutir, refletir e elaborar estratégias e ações com vistas à sustentabilidade da instituição.

O encontro aconteceu nos dias 30 e 31 de março de 2015, na sala de reuniões do Espaço Diversidade, em São Leopoldo/RS, contando também com a presença de representantes da diretoria.

A Semana Santa inicia com o domingo de Ramos, parte dos preparativos no caminho da Páscoa. Jesus pede que seus discípulos e discípulas tragam um jumentinho, para que ele siga a Jerusalém montado nele. O relato deste evangelho encontramos em Marcos 11.1-11 (veja abaixo).

Como COMIN, também preparamos caminhos. O próprio encontro foi um preparo, a fim de restabelecer o equilíbrio financeiro, fortalecer a unidade e reafirmar compromissos. Da mesma forma, com empolgação, canto, alegria e gritos muitas pessoas o fizeram quando viram Jesus passar e seguir para Jerusalém.

Estas pessoas e discípulos/as viram por ali passar não somente Jesus, mas encarnado nele a liberdade, a alternativa, outra proposta de Bem Viver; sentiram que ir a sua frente ou segui-lo, traria esperança de um mundo melhor, mais justo, mais igual, mais sagrado. Para isso, estendiam suas capas e mantas, seus ramos de palmeira.

Como COMIN, estamos procurando um caminho. Um caminho que fale de sustentabilidade, de equipe, que encontre estratégias para seguir acompanhando solidariamente povos indígenas. Neste caminho vamos encontrar alegrias e tristezas, projetos aprovados ou não, vamos ouvir gritos ou canções, vamos ter esperança, mas também muita dor e dúvidas.

O caminho a Jerusalém, no caso de Jesus, passa por resignificar conceitos e reestruturar projetos da sociedade. Em vez de entrar com um cavalo na cidade, animal que um rei costumava usar naquela época, a fim de demonstrar o seu poder, influência e autoridade, Jesus entra montado em um jumentinho, animal que sinaliza humildade, simplicidade, animal de carga, de trabalho, serviço.

O caminho a frente do COMIN passa por resignificar mentalidades, estabelecer diálogos institucionais, seguir na construção de projetos sociais. E é neste caminho de Páscoa que nos encontramos, desejando que cada um e cada uma possa ser partícipe da festa da ressurreição, da vida digna e abundante para todos os seres vivos. No caminho a Jerusalém, na Ceia da partilha, na cruz que carregamos, na vigília que se faz necessária e no amanhecer de um novo dia, nossas vozes, gestos e atitudes estão unidos para o bem e a justiça de toda a Criação.

Feliz Páscoa!

Pa. Renate Gierus

Coordenação pastoral e programática

COMIN

 

 

Marcos 11.1-11:

1 Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, foram até o monte das Oliveiras, que fica perto dos povoados de Betfagé e Betânia. Então Jesus enviou dois discípulos na frente, 2 com a seguinte ordem:

— Vão até o povoado que fica ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui. 3 Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele, mas o devolverá logo.

4 Eles foram e acharam o jumentinho na rua, amarrado perto da porta de uma casa. Quando estavam desamarrando o animal, 5 algumas pessoas que estavam ali perguntaram:

— O que é que vocês estão fazendo? Por que estão desamarrando o jumentinho?

 6 Eles responderam como Jesus havia mandado, e então aquelas pessoas deixaram que os dois discípulos levassem o animal. 7 Eles levaram o jumentinho a Jesus e puseram as suas capas sobre o animal. Em seguida, Jesus o montou. 8 Muitas pessoas estenderam as suas capas no caminho, e outras espalharam no caminho ramos que tinham cortado nos campos. 9 Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar:

— Hosana a Deus!

Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!

10 Que Deus abençoe o Reino de Davi, o nosso pai, o Reino que está vindo!

Hosana a Deus nas alturas do céu!

11 Jesus entrou em Jerusalém, foi até o Templo e olhou tudo em redor. Mas, como já era tarde, foi para o povoado de Betânia com os doze discípulos.